Mexilhão-verde no Porto de Santos: mapeamento e controle
01. Área de estudo
Terminal da DP World Santos (contorno vermelho), no estuário de Santos. O retângulo laranja destaca o píer de atracação, com quatro berços, onde foram feitos os mergulhos. Em verde, o banco de sedimento B02, ao lado do terminal.
[01_area-de-estudo_01.jpg] Área de estudo
02. Inspeção subaquática
Dois mergulhadores percorreram as estacas, defensas e lajes do píer com equipamento autônomo (SCUBA), da superfície até 5 m de profundidade. A presença ou ausência do mexilhão foi anotada em croquis, estaca por estaca, e os indivíduos isolados foram retirados na hora.
[02_inspecao-subaquatica_01.jpg] Mergulhador pronto para a descida, com acesso ao píer por embarcação.
[02_inspecao-subaquatica_02.jpg] Registro em campo nos croquis das estacas.
[02_inspecao-subaquatica_03.jpg] Croqui de parte de um berço: X marca estacas com P. viridis e 0, ausência.
[02_inspecao-subaquatica_04.jpg] Identificação in situ de indivíduo de P. viridis.
[02_inspecao-subaquatica_05.jpg] Remoção manual de indivíduo isolado.
[02_inspecao-subaquatica_06.jpg] Saco de coleta com mexilhões removidos.
03. Ferramentas de remoção
As colônias complexas exigiram raspagem com ferramentas próprias e proteção contra cortes.
[03_ferramentas-de-remocao_01.jpg] Capacete com lanterna, que deixa as mãos livres.
[03_ferramentas-de-remocao_02.jpg] Cinzel cirúrgico bizelado.
[03_ferramentas-de-remocao_03.jpg] Faca de aço inox.
[03_ferramentas-de-remocao_04.jpg] Luvas anticorte.
04. O mexilhão in loco
Indivíduos isolados apareceram em 43% das estacas, em meio à comunidade incrustante. Em pontos específicos, sobretudo no berço 01 e nas lajes dos berços 03 e 04, formaram colônias densas.
[04_o-mexilhao-in-loco_01.jpg] Primeiro registro no terminal, em abril de 2025.
[04_o-mexilhao-in-loco_02.jpg] Indivíduo em meio à comunidade incrustante (out/2025).
[04_o-mexilhao-in-loco_03.jpg] Indivíduo em estaca de sustentação (out/2025).
[04_o-mexilhao-in-loco_04.jpg] Indivíduo em substrato consolidado (out/2025).
[04_o-mexilhao-in-loco_05.jpg] Indivíduo adulto em estrutura submersa (fev/2026).
[04_o-mexilhao-in-loco_06.jpg] Colônia complexa em estrutura submersa (fev/2026).
[04_o-mexilhao-in-loco_07.jpg] Colônia densa sobre laje submersa (fev/2026).
[04_o-mexilhao-in-loco_08.jpg] Colônia complexa ao longo de estrutura (fev/2026).
[04_o-mexilhao-in-loco_09.jpg] Alta densidade de indivíduos em laje (fev/2026).
05. Laboratório
Todos os indivíduos retirados foram triados, contados, medidos e pesados. Predominaram conchas de 3 a 5,5 cm, tamanho em que a espécie já se reproduz.
[05_laboratorio_01.jpg] Separação das amostras para biometria.
[05_laboratorio_02.jpg] Limpeza dos organismos incrustados nas conchas.
[05_laboratorio_03.jpg] Equipe na triagem e biometria.
[05_laboratorio_04.jpg] Registro dos dados de biometria.
[05_laboratorio_05.jpg] Indivíduos organizados por tamanho.
[05_laboratorio_06.jpg] Variação de tamanho entre indivíduos.
[05_laboratorio_07.jpg] Medição do comprimento com trena.
[05_laboratorio_08.jpg] Pesagem individual.
[05_laboratorio_09.jpg] Adulto maduro, macho, com gônadas desenvolvidas.
[05_laboratorio_10.jpg] Adulto maduro, fêmea, com gônadas desenvolvidas.
[05_laboratorio_11.jpg] Comparação de gônadas: fêmea (alaranjadas, à esquerda) e macho (creme, à direita).
06. Destinação do material
O material removido teve três destinos: disposição controlada (incineração), artesanato e aproveitamento científico.
[06_destinacao-do-material_01.jpg] Aproveitamento científico: bombonas com mexilhões em formol 10% para depósito no Museu de Zoologia da USP.
[06_destinacao-do-material_02.jpg] Aproveitamento científico: fração congelada para estudos futuros.
[06_destinacao-do-material_03.jpg] Aproveitamento científico: frascos em álcool para o acervo da CPEA.
[06_destinacao-do-material_04.jpg] Artesanato: conchas limpas e secas.
[06_destinacao-do-material_05.jpg] Artesanato: conchas preparadas como matéria-prima de biojoias.
[06_destinacao-do-material_06.jpg] Disposição controlada (incineração): resíduos biológicos agregados às colônias, embalados para envio.
07. Banco de sedimento B02
O banco de sedimento vizinho ao terminal foi vistoriado em três campanhas (out/2025, jan/2026 e abr/2026). Não houve registro de P. viridis, apenas do mexilhão nativo Mytella sp.
[07_banco-de-sedimento-b02_01.jpg] Planície de maré do B02.
[07_banco-de-sedimento-b02_02.jpg] Banco de mexilhões nativos no B02.
[07_banco-de-sedimento-b02_03.jpg] Quadrado de amostragem no B02.
08. Mapeamento da incrustação
Resultado consolidado dos croquis de campo nos quatro berços. A maior frequência de estacas com o mexilhão ficou nos berços mais antigos (01 e 02), e as colônias mais extensas, nas lajes dos berços mais novos (03 e 04).
Legenda: verde = indivíduos isolados, removidos à mão; vermelho = colônias complexas, removidas por raspagem.
[08_mapeamento-da-incrustacao_01.jpg]
Créditos
Bioincrustação do mexilhão-verde Perna viridis: mapeamento e controle em terminal no Porto de Santos (SP)
Daniela Cambeses Pareschi, Danilo Souza Santos, Marcos Vinícius Pereira Borges de Campos, Carlo Leopoldo Bezerra Francini, Antonio Claudio de Azevedo Junior, Ana Paula Schettino Moreira, Gabrielle Sampaio Fernandes, Alanna Beatriz de Oliveira Lima e Carlos Eduardo Neves Consulim.
Projeto desenvolvido pela CPEA – Consultoria, Planejamento e Estudos Ambientais e pela DP World Santos. Fotos: CPEA (2025–2026).




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